sexta-feira, 16 de maio de 2008

Alfredo Munhoz - Caminhos

NO NÃO DIZER
Oswaldo Antônio Begiato

Não estou
Não sou
Não vou

Não mudo
Não quero
Não pode

Não

Pronto
E ponto.

Há no não dizer
Uma inescrutável euforia
Uma inestimável alforria

2 comentários:

Ana Mel disse...

Não mesmo, Poeta?
Está tudo bem, se quando o sol se põe as estrelas começam a resplandecer na noite que chegou.
Está tudo bem, se não extraímos das lágrimas grãos de sal.
Está tudo bem, se quando se ama não se pensa.
Está tudo bem se, no deserto, uma gota de chuva faz crescer o caule de uma flor, acariciada pelo brilho da lua e morta pelo nascer do sol.
Está tudo bem, se quando a saudade que não se deseja, brota do coração solitário de uma alma rasgada.
Está tudo bem, se os sonhos não morrerem com a morte da primeira estrela.
Está tudo bem...se esquece-se de sentir.
...e contigo...
Está tudo bem?
Ou não?
Beijos meus para você, com saudades.

ana wagner disse...

Um NÃO atravessado na garganta é uma prisão, uma submissão. Gostei da alforria do não.
Beijo Oswaldo!