quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PENINSULAR


PENINSULAR
Oswaldo Antônio Begiato

De que madeira serão feitas as portas de Portugal?
Para que caminhos inusitados levarão elas, agora que foram abertas?
Em que jardins nascem os espinhos da Espanha?
Quais cicatrizes poderão eles fazer com as saudades minhas?

De onde chegam as naus nos portos de Portugal?
Que tipo de gente elas trazem todos os dias em seus porões?
Que guerras farão as espadas da Espanha?
Quem são os guerreiros sábios que lhe aumentarão os limites?

Oh! Península Ibérica,
Por onde, com botas impermeáveis,
Caminham agora os meus mestres,
Hei de te conhecer um dia,
Sob o teu sol e sob tua neve
E hei de calcinar essa minha curiosidade
De portas e de espinhos,
De portos e de espadas.

4 comentários:

Mara Lucia disse...

Com botas impermeáveis, deixo minha admiração e meu carinho. Linda!Linda!

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

Olá amigo! Desejo que esteja bem. Lindo poema! Espero sua visitinha em meu blog Despertar, para matar a saudade das suas palavras. Voce é especial.
Beijos!

Conceição disse...

Tenho saudades de voce
Onde andas?
Porque sumiste?

bjos da india

Gleidson Melo disse...

Caro poeta, prazer em visitá-lo.
Belo o teu poema. Inspirador e nostálgico, também. Deixo-lhe um forte abraço! Gleidson Melo