quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PENITENTE INAMÁVEL


PENITENTE INAMÁVEL
Oswaldo Antônio Begiato

Onde há cruz não há manto.
Onde há manto, lança-se a sorte
Pois o manto não se divide
(Ele é peça única, sem costura
e a ele dono único será dado).

Não padeço de males pequenos.
Meus males vão além do túmulo.
Vão além da esperança. Além do material.

Aqui jaz o corpo novo de uma alma velha.
Nunca amada, nunca amou.
(Assim quero escrito com letra de forma
na minha pedra tumular)

Pois assim foi minha vida,
Que seja assim também minha eternidade.

3 comentários:

A wild blumen disse...

Como me identifiquei com este poema!!!!! Se eu não estivesse em vias de cremação, ia pedir pra me servir de lápide.

A wild blumen disse...

Como me identifiquei com este poema!!!!! Se eu não estivesse em vias de cremação, ia pedir pra me servir de lápide.

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

Oi meu amigo poeta! Já não tenho mais palavras para expressar o quanto gosto do seu versejar.Bem sabe que sou sua fã.
"Meus males vão além do túmulo."
Que verdade! A roupa fica, mas as mazelas vão com a essência.
Um grande abraço!
Neneca