domingo, 5 de dezembro de 2010

PRESUNÇÃO


PRESUNÇÃO
Oswaldo Antônio Begiato

Há no Universo estrelas tolas.

Uma não suporta
a luz da outra.

Elas amam a escuridão;
sabem que sem escuridão
sequer vida teriam.

Não queiram me dar notoriedade.

Nasci no fundo do mar
com o destino de ser ostra.
Vivo da iridescência do nácar.

Meu cenário é a escuridão,
mas jamais serei estrela.

Não terei luz para iluminar tua passagem,
mas te fornecerei pérolas
para que tu sejas a luz no meio da festa.

6 comentários:

Milene Sarquissiano disse...

Às vezes, a luz, só cega.
Às vezes, a ausência dela, sossega.

Eu já esgotei meu repertório de elogios.
O que mais dizer dessa poesia??
- Linda!!

beijos

milene

Vida Maria disse...

Passando para matar a saudade deste recanto de poesia... Quanta beleza encontrei! Tudo o que escreve é lindo, poeta!
Parabéns!

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

Saudades amigo! Adoro visitar seu jardim, porque sempre encontro florido com perfumadas rosas.
Um abraço carinhoso.
Neneca.

José Vitor disse...

Gosto de visitar teu universo e saber das estrelas, da ausência de luz...

Abraços!...

karla julia disse...

Sua poética é uma veia pulsante, cheia de vida, sangue jorrando, levando ao seu coração Poeta, sentimentos tão sentidos, tão sofridos, tão errantes, que me fazem pequenina, que me fazem voltar a ser menina, assustada, sentada na sala, esperando,esperando que algum adulto chegue e faça passar meu medo do escuro.

beijos,sempre

Karla Julia

Vendramini disse...

A luz da vida é a alma do poeta.
Abraços.