terça-feira, 14 de outubro de 2008

BAILARINO


BAILARINO
Oswaldo Antônio Begiato

Minha mãe tinha uma caixinha de música
onde uma pequenina bailarina cor-de-rosa
feita de porcelana frágil,
cabelos presos na cabeça
e usando sapatilhas transparentes,
enquanto tocava Brahms Lullaby,
dançava,
dançava,
dançava...
...diante de um espelho que a multiplicava.

Eu menino,
com olhos de bailarino
feito com uma alma frágil,
com a cabeça na lua
e os pés nas nuvens,
olhava,
olhava,
olhava ...
...aquela ternura encantadora que me dividia.

Embriagado por sonhos apaixonantes
não percebia o tempo passar
por entre o bailar da bailarina que não crescia
e o bater de meu coração inocente que amadurecia.

Encantado, fiquei cronicamente doente de amor;
e até hoje tentam me curar essa doença,
essa doce e meiga doença.

Mas eu não quero ficar curado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Amor não tem cura, Poeta.
Hoje, te amo porque é terça-feira.
Porque na noite alta de lua cheia um vento morno não me deixa dormir ...
Porque a saudade é mais forte que o cansaço,que a noite, que a vida, que eu...
Amo-te porque me fazes chorar, e porque só tu consegues fazê-lo.
Talvez um dia eu te ame mais do que hoje, e o aroma desse dia permaneça indecifrável. E as flores que brotam na primavera digam de nós tudo aquilo que é inexplicável. Talvez tu me olhes como se eu fosse última gota de um mar que só tu bebes, e eu, me entregue a essa sede sem medo de morrer, só porque mo pedes.

Leninha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leninha disse...

Vim passear por esses caminhos ...sentei-me e apreciei teus mágicos poemas-verdade.
beijo ser querido, meu irmão lindo de luz.

carinhos
Leninha/Sol