segunda-feira, 23 de maio de 2016

EM LUGAR ALGUM

EM LUGAR ALGUM
Oswaldo Antônio Begiato

o teu olhar, um poço
fundo, fundo, fundo,
penetra meu pensamento
doce, doce, docemente
e fecunda minha alma
com o sêmen da ternura

e como as primaveras azuis
broto, broto, broto
e abotoo no canteiro das hortênsias
tenras, tenras, tenro
me apaixono pelo teu cantar
perdidamente perdido

sem saber mais quem sou
ando, ando, ando
a teu lado, de mãos dadas
terno, terno, eterno
na estrada que fim não terá
nem aqui, nem em lugar algum.

2 comentários:

Maria Valéria Revoredo disse...

Lindo como as doçuras de ser avô. Muita saudade. Saudade também de novos poemas.

Maria Valéria Revoredo disse...

Lindo como as doçuras de ser avô. Muita saudade. Saudade também de novos poemas.