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O ENTREGADOR DE PÃES
Oswaldo Antônio Begiato
A mão que semeia o trigo
É a mesma que arranca o joio;
A mão que distribui o pão
É a mesma que recebe a educação.
Onde se ganha o pão cotidiano
Não se come a carne alheia.
No altar o pão vira carne,
No cálice, o vinho sangue tinto.
Não se preocupe com o pão.
Não se preocupe com o trabalho.
Logo que chegar a fonte e sua água fresca
Chegará a árvore frondosa e sua sombra.
Pagarão então, com pouco suor,
A conta do mercado vencida.
O dinheiro pouco do trabalho
Das pequenas mãos entregadoras de pão
Ajudará, como uma alavanca e seu apoio
Longe do mundo, a mover o mundo.
E um dia lhe serão dados,
Para deleite da mente e das confissões,
Pinga boa,
Fumo forte,
Mulher bonita.
É o que diz a língua do povo;
A língua do povo
É a língua de Deus.
2 comentários:
Olá, meu querido poeta!!! Saudades...
Vim colher as belezas do dia...
Aproveitei e me alimentei de uma farta porção de sua inspiração.
Beijos meus, com carinho.
Helena
Que lindo poema, amigo!
Cheio de lições de vida.
A saudade fica no coração, mas, uma vez conquistada a amizade, ela se torna um presente precioso.
Beijos, Neneca.
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